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Ensaio SPT em Montes Claros: investigação geotécnica para fundações seguras

Juntos resolvemos os desafios do amanhã.

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O substrato de Montes Claros alterna entre siltitos e calcários do Grupo Bambuí, gerando perfis de solo residual e saprolítico com comportamento imprevisível. Em muitos terrenos, após 3 ou 4 metros de silte argiloso, surge uma camada de pedregulho com matacões que complica qualquer sondagem. O ensaio SPT atravessa essas transições e fornece o índice de resistência à penetração (NSPT) exigido pela ABNT NBR 6484:2020. A cidade está a 678 metros de altitude, com relevo que vai de plano a fortemente ondulado, o que obriga a avaliar a variabilidade lateral do solo antes de definir o tipo de fundação. Sem essa investigação, projetar sobre a Formação Santa Helena é um risco técnico que nenhum calculista deveria assumir.

A transição abrupta entre silte argiloso e pedregulho com matacões é o principal desafio geotécnico de Montes Claros e exige interpretação criteriosa do NSPT.

Metodologia e escopo

Em Montes Claros, a perfuração do ensaio SPT geralmente começa com trade helicoidal até encontrar o nível d'água ou solo mais resistente. A partir daí, avança-se por circulação de água com trépano, cravando o amostrador padrão a cada metro. O que mais vemos na zona leste da cidade são camadas de argila siltosa com consistência mole a média nos primeiros estratos, que depois endurecem bruscamente. Essa mudança de comportamento exige atenção redobrada na contagem de golpes. Quando a sondagem atinge o impenetrável, seja por matacão ou topo rochoso, a norma determina critérios claros de parada. Ter um perfil de sondagem bem executado evita interpretações equivocadas que custam caro na etapa de fundação. Para obras maiores, complementamos com o ensaio CPT quando se busca um perfil contínuo de resistência de ponta e atrito lateral, eliminando as incertezas do intervalo entre as amostragens do SPT.
Ensaio SPT em Montes Claros: investigação geotécnica para fundações seguras
Imagem técnica de referência — Montes Claros

Contexto geotécnico local

O clima semiárido de Montes Claros, com chuvas concentradas entre novembro e março, altera a umidade do solo superficial e afeta a logística da perfuração. Em períodos de estiagem, o solo ressecado oferece resistência inicial maior, enquanto nas chuvas o acesso a terrenos sem pavimentação se complica. O risco real não está na execução do ensaio SPT em si, mas em interpretar mal os resultados. Já vimos projetos onde o impenetrável por matacão foi confundido com topo rochoso, levando a fundações subdimensionadas. O mesmo vale para solos colapsíveis da região: um NSPT baixo nos primeiros metros exige verificação de recalque por saturação. Ignorar essas particularidades locais pode gerar patologias graves em edificações de médio e grande porte.

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Parâmetros de referência

ParâmetroValor típico
Norma técnicaABNT NBR 6484:2020
Profundidade máxima típicaAté 20 m (ou impenetrável)
Diâmetro do amostrador2'' (externo) / 1 3/8'' (interno)
Peso do martelo65 kg
Altura de queda75 cm
Intervalo de amostragemA cada metro de profundidade
Parâmetro obtidoÍndice de resistência NSPT
Tipo de circulaçãoLavagem com água (trépano)

Serviços técnicos associados

01

Sondagem mista e rotativa

Quando o SPT encontra matacão ou topo rochoso antes da profundidade prevista, a perfuração rotativa com coroa diamantada permite atravessar esses obstáculos e confirmar a real profundidade do embasamento.

02

Ensaio de granulometria e limites de Atterberg

As amostras coletadas durante o SPT são analisadas em laboratório para classificar o solo segundo a ABNT NBR 7181:2016, determinando a fração de argila, silte, areia e pedregulho de cada horizonte.

Normas de referência

ABNT NBR 6484:2020 – Solo – Sondagem de simples reconhecimento com SPT, ABNT NBR 6122:2019 – Projeto e execução de fundações, ABNT NBR 7250:1982 – Identificação e descrição de amostras de solo

Perguntas comuns

Quanto custa um ensaio SPT em Montes Claros?

O valor parte de $100.000, considerando a mobilização da equipe e do equipamento de perfuração até o local da obra. O custo final depende da profundidade alcançada, do número de furos e das condições de acesso ao terreno.

Qual a profundidade mínima exigida para um SPT em Montes Claros?

A ABNT NBR 6484:2020 não fixa uma profundidade mínima única. Na prática, em Montes Claros, a sondagem deve atingir o impenetrável ou uma profundidade onde o bulbo de tensões da fundação não sofra influência significativa. Isso costuma variar entre 8 e 15 metros.

Quantos furos de SPT são necessários para um projeto?

A quantidade de furos segue a ABNT NBR 6122:2019, que considera a área da projeção da edificação. Para uma residência unifamiliar, dois furos bem distribuídos podem ser suficientes. Em edifícios maiores, a norma exige uma malha mais densa para detectar variações laterais do subsolo.

O ensaio SPT detecta a presença de calcário ou cavernas?

O SPT indica a profundidade do impenetrável, mas não diferencia um matacão de um topo rochoso contínuo, nem identifica cavidades. Em Montes Claros, onde o calcário do Grupo Bambuí pode apresentar feições cársticas, recomenda-se complementar com sondagem rotativa ou métodos geofísicos como a resistividade elétrica para investigar esses riscos.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Montes Claros e arredores.

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