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Resistividade Elétrica / SEV em Montes Claros: Investigação Geofísica para Projetos de Engenharia

Juntos resolvemos os desafios do amanhã.

SAIBA MAIS →

Com altitude média de 646 metros e assentada sobre o aquífero cárstico Bambuí, Montes Claros impõe desafios geofísicos que vão muito além de uma simples prospecção superficial. A cidade, polo regional do norte de Minas Gerais, registra expressiva demanda por água subterrânea e por investigação de contaminações em meio fissurado. A resistividade elétrica, executada via SEV (Sondagem Elétrica Vertical), entrega um imageamento geoelétrico do subsolo que orienta desde a locação de poços tubulares até a delimitação de plumas em postos de combustível. Em terrenos onde cavidades carbonáticas podem colapsar sem aviso, o método resistivo reduz a incerteza antes de qualquer mobilização de sonda mecânica. Frequentemente combinamos o dado geoelétrico com informações pontuais de sondagens SPT para calibrar os perfis de resistividade com a estratigrafia real encontrada nos furos.

A resistividade não fura: ela escaneia o subsolo em busca de contrastes que a sondagem pontual jamais alcançaria sozinha.

Metodologia e escopo

Um erro recorrente na região é contratar apenas investigação direta em zonas de calcário, ignorando que furos isolados não detectam cavernas a 20 metros de distância. A SEV, com abertura de eletrodos progressiva, varre volumes cada vez maiores de subsolo e identifica anomalias condutivas ou resistivas que escapam à sondagem mecânica. Utilizamos arranjo Schlumberger e Wenner conforme a profundidade-alvo, com injeção de corrente controlada e leitura de potencial em múltiplos dipolos. A interpretação dos dados passa por inversão geoelétrica em software especializado, gerando seções de resistividade aparente e modelos 1D calibrados. Em projetos que exigem parâmetros de deformabilidade do maciço rochoso, a resistividade pode ser complementada por ensaios de refração sísmica para obter o perfil de velocidades e correlacionar rigidez com saturação e fraturamento. O processamento segue os critérios da ABNT NBR 15935 para investigações geofísicas, garantindo rastreabilidade metrológica dos equipamentos.
Resistividade Elétrica / SEV em Montes Claros: Investigação Geofísica para Projetos de Engenharia
Imagem técnica de referência — Montes Claros

Contexto geotécnico local

Montes Claros cresceu sobre o Grupo Bambuí, onde lentes de calcário Lagoa do Jacaré alternam com pelitos e metassiltitos. Esse pacote, intensamente carsificado em alguns setores, já foi responsável por recalques diferenciais e colapsos em obras civis no vetor sul da cidade. Ignorar a variabilidade lateral da resistividade significa assumir que o terreno é homogêneo — premissa perigosa em ambiente cárstico. Uma SEV bem executada revela zonas de baixa resistividade associadas a argilas de dissolução e vazios preenchidos por água, enquanto anomalias resistivas podem indicar cavernas secas ou corpos quartzíticos. Em áreas industriais, o método também mapeia plumas de hidrocarbonetos e chorume, cuja condutividade contrasta com a rocha encaixante. O risco geotécnico aqui não é teórico: bairros como Morada do Sol e adjacências já registraram abatimentos documentados pela Defesa Civil municipal, reforçando a necessidade de diagnóstico geofísico prévio.

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Parâmetros de referência

ParâmetroValor típico
Arranjo principalSchlumberger (AB/2 até 200 m)
Arranjo complementarWenner para alvos rasos
Profundidade investigada5 a 120 m conforme abertura
Resolução vertical típica10-15% da profundidade
Corrente injetada50 a 500 mA controlada
Número de pontos por SEV18-25 leituras por curva
Norma técnicaABNT NBR 15935:2011
Aplicação aquíferaDelimitação de fraturas saturadas

Serviços técnicos associados

01

SEV para locação de poços tubulares

Curvas de resistividade com abertura AB/2 de até 200 metros para identificar fraturas aquíferas em profundidade, calibradas com geologia local do Grupo Bambuí.

02

SEV para diagnóstico geoambiental

Delimitação de plumas contaminantes, detecção de cavidades e mapeamento do topo rochoso em áreas de expansão urbana sobre calcário.

Normas de referência

ABNT NBR 15935:2011 - Investigações geofísicas de superfície — Método de eletrorresistividade, ABNT NBR 15492:2007 - Sondagem de reconhecimento para fins de qualidade ambiental, ABNT NBR 6484:2020 - Sondagens de simples reconhecimento com SPT

Perguntas comuns

Quanto custa uma SEV em Montes Claros?

O custo de uma Sondagem Elétrica Vertical em Montes Claros parte de aproximadamente R$100.000, variando conforme a profundidade de investigação, o número de pontos e a complexidade do terreno cárstico.

O arranjo Schlumberger é sempre o mais indicado no calcário Bambuí?

Para alvos profundos, o Schlumberger oferece melhor relação sinal-ruído com menor sensibilidade a heterogeneidades laterais. Em contrapartida, o Wenner entrega maior resolução em profundidades rasas, sendo útil para mapear o topo rochoso ou cavidades próximas à superfície.

Qual a profundidade máxima que a SEV consegue investigar na região?

Com aberturas de eletrodos AB/2 de até 200 metros, atingimos profundidades investigadas da ordem de 100 a 120 metros, desde que a potência injetada supere a resistência de contato, fator crítico nos solos secos do norte de Minas.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Montes Claros e arredores.

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